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Balneário Camboriú bate recorde com torres acima de 200 metros e valorização de 24% em 12 meses
Balneário Camboriú consolida sua posição como o segundo mercado imobiliário mais valorizado do Brasil, com torres que ultrapassam 200 metros de altura e valorização que desafia qualquer outro ativo do mercado nacional.
10 Mar 2026 · 4 min de leitura · MERCADO
Balneário Camboriú não para de bater recordes. A cidade catarinense, que já ostenta o metro quadrado mais caro do Sul do Brasil, registrou valorização de 24% em 12 meses no segmento de alto padrão — superando, com folga, qualquer outro mercado imobiliário do país fora do eixo São Paulo. E as torres continuam subindo: literalmente.
As torres que desafiam o skyline
Balneário Camboriú abriga hoje três dos cinco edifícios residenciais mais altos do Brasil, todos ultrapassando 200 metros de altura. O One Tower, com 280 metros, lidera o ranking. O Yachthouse, com 275 metros, é o segundo. E novos projetos em aprovação prometem ultrapassar a barreira dos 300 metros nos próximos anos.
As torres não são apenas espetáculo arquitetônico — são produto de mercado. Cada andar acima do 50º agrega entre 3% e 5% ao valor do metro quadrado. Coberturas em edifícios acima de 200 metros são negociadas por R$ 40 mil a R$ 55 mil o metro quadrado — valores que rivalizam com os melhores endereços de São Paulo.
Quem compra em Balneário
O perfil do comprador evoluiu significativamente na última década. Se antes predominavam turistas de verão, hoje o mercado é sustentado por empresários do agronegócio do Mato Grosso e Goiás, executivos do Paraná e Santa Catarina, e investidores de São Paulo que buscam diversificação geográfica com alta valorização.
"Balneário Camboriú é o único mercado do Brasil onde o comprador de alto padrão aceita pagar preços de São Paulo por uma cidade de 150 mil habitantes. Isso diz muito sobre o produto e sobre a percepção de valor."Incorporador local
O ticket médio no segmento premium é de R$ 4 milhões a R$ 8 milhões, com unidades de cobertura frequentemente superando R$ 15 milhões. A maioria das compras é à vista ou com financiamento direto com a incorporadora — o crédito bancário tradicional representa menos de 20% das transações.
A alargação da praia como catalisador
A obra de alargamento da Praia Central — que ampliou a faixa de areia de 25 para 70 metros — transformou a percepção do mercado sobre a cidade. O que antes era uma praia estreita e congestionada tornou-se um boulevard à beira-mar com padrão internacional. O impacto nos preços foi imediato: imóveis com vista para o mar valorizaram 30% acima da média da cidade após a conclusão da obra.
Riscos e oportunidades
O principal risco de Balneário Camboriú é a concentração. É um mercado pequeno, altamente dependente de um perfil específico de comprador, com liquidez inferior à de São Paulo ou Miami. Em cenários de retração econômica, a velocidade de vendas pode cair significativamente. Por outro lado, a escassez de terrenos frente ao mar e o pipeline controlado de novos lançamentos criam uma dinâmica de escassez que tende a sustentar preços no médio prazo.
LEITURA ESTRATÉGICA — O MUNDO IMOBILIÁRIO
Balneário Camboriú oferece a melhor relação valorização-risco entre os mercados secundários do Brasil, mas exige cautela na seleção do ativo. Priorizar unidades em edifícios icônicos (acima de 200m), com vista definitiva para o mar e em andares altos. O momento de entrada ainda é favorável para quem busca valorização — o mercado não atingiu seu teto — mas a estratégia deve ser de médio prazo (3-5 anos), não especulativa.
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